Vale a pena fazer streams em plataformas pequenas?

Pensando em entrar para o mundo dos e-sports? Saiba mais sobre as plataformas de streaming como Twitch e Mixer.

gamer jogando

Foi bem no começo de agosto que o mundo de streaming de jogos recebeu uma notícia de abalar o mercado, chegando aos ouvidos até daqueles que estão completamente fora deste mundo.

O streamer Richard Tyler “Ninja” Blevins, que se dedicou a construir uma base enorme de fãs mundo afora com suas habilidades em Fortnite, abandonou a plataforma Twitch para ser membro exclusivo da concorrente montada pela Microsoft, o Mixer. Com isso, Ninja deixou para trás quase 15 milhões de seguidores em troca de ser o embaixador da marca que promete ser a maior concorrente da Twitch pelo streaming de jogos na internet.

Uma troca que compensa

Algo a se atentar no meio disso tudo é justamente as cifras envolvidas neste acordo. O valor pago pela Microsoft para convencer Ninja a se juntar à sua plataforma de streaming, pelo o que tudo indica, não foi barato.

Por hora, os quase 200 milhões de reais pagos ao americano tem sido compensados pela audiência de mais de 80 mil viewers em sua primeira stream, pelo número de seguidores – 1,5 milhões de pessoas no dia 11 de agosto de 2019 – e principalmente, pelo retorno à Microsoft haja vista a atenção que essa troca de “lealdades” causou no mercado.

Não é algo tão novo assim

Este tipo de pulo não é algo necessariamente feito de maneira pioneira por Ninja. No passado, tivemos o caso da Azubu que tinha acordos com um dos maiores times do cenário de eSports de League of Legends do mundo, a coreana SKT. E por isso, seus jogadores faziam suas streams nesta plataforma pouquíssimo conhecida pelo público.

Em tempos mais recentes, a Cube TV entrou no mercado brasileiro de maneira bem semelhante. Ela foi atrás de alguns dos maiores streamers do Brasil, como o jogador profissional de LoL, Felipe “brTT” Gonçalves, e o conhecido jogador de PUBG, Joseph “Tecnosh” Touma, para atrair público e aumentar sua fatia no mercado.

Mesmo o gigante Facebook entrou na jogada, recebendo nomes famosos do meio de games no Brasil, com gORDOx e o profissional de LoL Gabriel “Kami” Bohm Santos sendo presenças regulares no fb.gg.

E tais streams em outras plataformas em nada diferem do que se vê na própria Twitch. Tanto os jogadores profissionais de eSports quanto streamers mais “casuais” mantém as ferramentas da plataforma de streaming da Amazon, como inscrições e doações; além da identidade visual, com layouts específicos de jogos, banners para patrocinadores como a Betfair, entre outros elementos que marcam transmissões em qualquer outra plataforma.

Os prós e contras de tal escolha

Como quase tudo na vida, a escolha por fazer streams em uma plataforma menor que a Twitch tem seus prós e contras.

E um dos grandes prós é justamente a possibilidade de crescimento, por conta da inserção em um pool menor de streamers. Com isso as chances de ser visto e construir uma base de viewers regulares fica bem mais fácil que na Twitch, onde a visualização padrão por número de espectadores muitas vezes “joga” streams menores para o fundo das listas de jogos e canais da plataforma.

Outro pró é a oportunidade de ter mais ganhos do que na Twitch, baseando-se na maior facilidade de se adquirir viewers. Plataformas menores de stream geralmente possuem exigências menores em questão de espectadores regulares e seguidores para se realizar parcerias como na Twitch, onde apenas 1,35% dos streamers alcançam tal status.

Além disso, você pode também achar aqueles fãs bem dedicados que fazem questão de doar boas quantias de dinheiro aos seus streamers favoritos pelos seus serviços prestados.

Mas o maior contra é justamente o tamanho destas plataformas, em comparação a uma gigante como a Twitch. A não ser que sua plataforma de escolha faça esforços semelhantes à Mixer, ou que ela ache alguma forma de crescimento “natural”, o seu teto de viewers em potencial será sempre menor do que na Twitch.

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